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Qual o segredo para atrair e reter os melhores talentos?

Por Flavio Innocentini

Existe uma fórmula mágica para atrair e reter as melhores cabeças do mercado? A resposta é simples: não! O fato mais importante a ser levado em consideração é simples… Somos todos seres humanos. Cada um com seus valores, suas necessidades e cada um vivenciando seu próprio momento de vida e, devido a isso, buscando e priorizando coisas diferentes.

Tanto a atração quanto a retenção de talentos não é uma ciência exata, e, portanto, não deve ser tratada como tal. Diferentemente do que muitos acreditam a busca por um melhor salário não está no topo da lista do que os melhores candidatam procuram. Podemos citar aqui o anseio por crescimento, maior perspectiva e ascensão hierárquica. Sendo esse último um tanto questionável visto que isso pode refletir em um crescimento ilusório, em consequência a diferentes políticas de cargos e salários. Um gerente de uma multinacional pode ter, por exemplo, uma função mais desafiadora e mais bem remunerada do que um diretor de uma pequena empresa.

A necessidade de confiar, de ter esperança, de se sentir valorizado e respeitado e de se sentir competente à medida que aperfeiçoa suas habilidades são necessidades básicas para que os funcionários se mantenham engajados e não pensem em trocar de empresa de acordo com Leigh Branham, autor do livro Por que seus funcionários mais talentosos não querem ficar? E respondendo à pergunta do título, o autor destaca 67 razões extraídas de pesquisas de desligamento, tendo entre elas conflito entre colegas, equipamentos obsoletos, falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional, comunicação deficiente, entre outros.

Na contra mão do que muitos acreditam, trabalho é sim algo pessoal. E é preciso ser feliz no trabalho para se obter sucesso. E essa felicidade engloba muito mais do que uma boa remuneração. De acordo com matéria da Harvard Business Review, mais de 90% de altos executivos, decidem deixar seus empregos por questões tidas como pessoais. Problema no relacionamento com chefe, a falta de afinidade com a estratégia da empresa e desconexão com a cultura empresarial são os motivos mais citados.

Mas será que é tão simples assim ser feliz no trabalho? De acordo com pesquisas recentes da Gallup, o engajamento no trabalho parece ser algo difícil de alcançar, pelo menos para os 18% dos participantes que se consideram totalmente desmotivados em suas atribuições. Em um cenário um pouco mais positivo temos 67% das pessoas que se classificam apenas como não engajadas.

Não existem regras para motivação e retenção dos melhores talentos. É da natureza do ser humano sempre buscar mais. Cabe como desafio para as empresas entender a alquimia de cada um e reconhecer os funcionários “certos”, que estão alinhados ao pensamento, estratégia e cultura da empresa.  São esses os grandes talentos.