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O Diferencial é (SER) HUMANO – Inteligências múltiplas e a importância de Soft Skills

Por Flavio Innocentini

Muitos profissionais me questionam quais são os diferencias para garantir a empregabilidade nessa nova era em que vivemos: a ERA DIGITAL. Já passamos da fase de acreditar que apenas aqueles indivíduos mais inteligentes, que apresentam QI maior, teriam maior sucesso na carreira. Fato é que já foi comprovado que inteligência vai muito além da capacidade lógica e matemática. Hoje ainda é válida a Teoria das inteligências múltiplas, de Howard Gardner, da década de 80, em que ele descreveu os conceitos de inteligência.

Podemos perceber em nosso dia a dia que cada um que conhecemos possui certas habilidades distintas. Alguns que tem facilidade para aprender uma nova dança, outros fazem cálculos matemáticos de cabeça ou falam bem em público. Segundo o cientista norte-americano Howard Gardner, a manifestação de cada uma dessas habilidades são reflexos dos tipos de inteligência que temos mais desenvolvidas em nós. Elas se manifestam em múltiplas formas e não apenas por meio do raciocínio lógico.

Os estudos de Gardner apontam para a existência de nove tipos de inteligência, que irei apresentar dividida em quatro grupos:

Grupo 1:

  • Lógico-matemática
  • Espacial
  • Linguística

Essas são as principais competências analisadas durante um teste de QI. Habilidades em matemática e em raciocínio lógico sempre foram consideradas o eixo principal da inteligência. A inteligência espacial é relacionada à capacidade de lidar com objetos, sua localização e visão sob diferentes perspectivas. Junto a elas, a linguística forma o ramo principal estimulado tradicionalmente pela educação formal.

Durante muito tempo, inclusive hoje, estas habilidades são as únicas avaliadas em muitos processos de admissão.

Grupo 2:

  • Musical
  • Corporal-cinestésica

Essas habilidades facilitam a percepção de sons e domínio do próprio corpo e capacidade física para se expressar. São muito comuns em músicos e atletas

Grupo 3:

  • Naturalista
  • Existencial

Essas habilidades são tidas como essenciais na formação do ser humano em si e em sua relação com o meio ambiente, natureza e espiritualidade.

Entendo como menos relevantes nos contexto do mercado de trabalho, mas para algumas profissões, podem se aplicar.

Grupo 4:

  • Interpessoal
  • Intrapessoal

Aqui encontramos as habilidades de interpretar gestos, sentimentos e palavras subentendidas além de capacidade de identificar e compreender as próprias emoções, sentimentos e objetivos.

Estas são as habilidades nomeadas Soft Skills que são hoje tão almejadas pelas empresas em todos os processos de seleção.  O conjunto dessas habilidades é visto como Inteligência Emocional, termo definido pelo psicólogo americano Daniel Goleman – considerado o “pai da inteligência emocional” – e trata da capacidade que as pessoas têm de identificar e lidar com o lado emocional. Segundo ele, mesmo quem não possui esta capacidade muito acentuada pode aprender a desenvolvê-la, por meio da prática no dia a dia.

Saber lidar com situações de estresse, frustração, angústia e ansiedade, por exemplo, podem ser atenuadas – e até combatidas, com o desenvolvimento dessas capacidades, evitando situações de desgaste com chefes, pares e equipe.

Se com o avanço da inteligência artificial, robótica e etc, as habilidades do Grupo 1 podem ser supridas e em alguns casos, substituídas, as Soft Skills ainda vão demorar um pouco mais. Embora já exista um avanço significativo da tecnologia nesse sentido.

O Diferencial é (SER) humano. Alguém ainda tem alguma dúvida disso?

Hoje, as empresas têm uma forte demanda por profissionais que unem as habilidades técnicas e as soft skills, devido ao capital humano ter se tornado mais reconhecido.  A capacidade de trabalhar em equipe, flexibilidade, pró-atividade, habilidade de se comunicar de maneira eficaz são apenas algumas delas.

As soft skills são tendência número 1 para os setores de Recursos Humanos neste ano, segundo a versão 2019 do relatório “Global Talent Trends 2019”, do LinkedIn, baseado em pesquisa com mais de 5 mil profissionais de RH em 35 países, incluindo o Brasil. Ainda de acordo com essa mesma pesquisa, devido a ascensão da tecnologia e da inteligência artificial que está mudando as relações e a rotina de trabalho,  92% dos profissionais de recursos humanos concordam que os candidatos com fortes habilidades comportamentais são cada vez mais importantes.

Atualmente, existem muitos softwares capazes de mapear o perfil comportamental das pessoas com uma grande margem de acerto. O conhecimento desse perfil irá auxiliar o RH a melhor alocação desse profissional e posteriormente ajudará o líder a conhecer sua equipe, e assim tirar o máximo do potencial de cada um.

A Linco possui capacidade e experiência na identificação de perfis comportamentais garantindo identificação necessária entre o profissional, empresa, gestor e cultura organizacional, garantindo que os objetivos de negócios sejam atingidos mais rapidamente.