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Diversidade: o cenário atual das mulheres dentro das empresas

Por Carolina Guiliardi e Roberta Aprile

O conceito de diversidade nas organizações apesar de ser um assunto em alta, não é nenhuma novidade. A consciência da necessidade de inclusão chegou ao Brasil na década de 1990, junto com o avanço da globalização econômica.

As empresas passaram a se preocupar com as questões de diversidade, tomando para si, a responsabilidade de formar times heterogêneos, considerando não somente a mescla de raças, como também de opção sexual, política, idade e gênero.

Apesar de ser um assunto em pauta desde a década de 90, pode-se dizer que os esforços realizados pelas empresas, geraram poucos resultados expressivos. Direcionando o tema às questões de igualdade entre gêneros, dados comprovam que ainda temos um longo caminho pela frente. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Ethos, com 500 empresas brasileiras, as mulheres representam 13,6% das vagas executivas e recebem 30% a menos que os homens.

Ainda que longe de um cenário ideal, estamos caminhando. A contratação de mulheres para cargos de liderança deixou de ser apenas uma questão para o RH se tornando KPI obrigatório para executivos C- levels de todas as áreas, principalmente em empresas predominantemente masculinas como nos setores de tecnologia e mercado financeiro.

De acordo com o estudo Women in Tech: the facts, apesar de 74% das mulheres que trabalham em TI amarem o que fazem, 56% abandonam suas carreiras em níveis médios – o dobro dos homens.

Segundo pesquisa realizada pela consultoria McKinsey & Company, no setor de serviços financeiros dos Estados Unidos, as mulheres representam apenas 17% dos cargos de top management das empresas, estando as mulheres negras em maior desvantagem com apenas 1% de participação.

Antenadas aos movimentos do mercado e a recorrente falta de mão de obra feminina em áreas “tidas como masculinas” algumas empresas passaram a criar grupos focados no desenvolvimento de suas funcionárias, oferecendo suporte e treinamentos para que possam se capacitar e aumentar sua vantagem competitiva na busca por melhores cargos e salários, assim como de movimentos para outras áreas funcionais das organizações.

Mas não podemos deixar essa responsabilidade apenas nas mãos das grandes companhias. Cada um precisa tomar essa causa para si, repensando suas atitudes, quebrando paradigmas e reconhecendo e superando antigos preconceitos do inconsciente. Em organizações em que há uma cultura de respeito à diversidade, o Employer Branding passa ser muito mais atrativo, garantindo produtividade, melhora de clima organizacional e ambiente mais criativo.