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Cenário atual da participação feminina em cargos de liderança

Por Roberta Aprile

Instituído entre os séculos XIX e XX, o Dia Internacional da Mulher, simboliza a luta feminina por melhores condições de trabalho, direitos sociais e políticos. Desde então, a data é marcada por conferências, debates e diversos eventos com o intuito de analisar e reconhecer o papel da mulher.

Frente às acaloradas discussões de diversidade, o Dia Internacional da Mulher, tornou-se um importante fórum para tratar da atuação feminina no mercado de trabalho bem como sua participação em cargos de liderança.

Embora exista a percepção de que as mulheres já ocupam seu devido espaço no mercado de trabalho, ainda somos minoria no comando das empresas e certamente temos um longo caminho pela frente. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE 2017), o número de mulheres nos cargos gerenciais é próximo a 40%.

Outro ponto de clara dissonância sobre o tema, é o volume de dados e artigos que trazem informações positivas e negativas relacionadas a parcela de participação da mulher no mercado de trabalho e em posições estratégicas, reforçando assim, o quanto ainda temos de espaço para discutir e agir sobre a questão.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial de 2018, ainda que as desigualdades salariais tenham diminuído timidamente em 2017, serão necessários mais de dois séculos para que seja alcançada a igualdade entre gêneros, no mercado corporativo. Já o estudo feito pela consultoria Mckinsey (“Um panorama atual das mulheres no mercado de trabalho 2018”), aponta que se as empresas começarem a contratar e promover mulheres e homens para cargos gerenciais em índices iguais, devemos chegar perto da paridade em 10 anos.

Estudo realizado pelo FMI (2019), relata que se o emprego das mulheres se equiparasse ao dos homens, as economias seriam mais resilientes e o crescimento econômico seria mais elevado.

A boa notícia é que previsão desse equilíbrio entre homens e mulheres é real e algumas empresas já estão se movimentando. De acordo com artigo da Forbes publicado em janeiro de 2019, nos últimos anos, grande parte dos empregadores passou a reconhecer a igualdade de gênero como uma questão estratégica e não mais apenas moral.

A receita é básica, mas não custa repetir! Para avançarmos não somente nas estatísticas, mas na vivência da igualdade entre gêneros, seja um agente de mudanças e assegure que as contratações e promoções na sua organização sejam justas, faça com que altos executivos da empresa sejam defensores da diversidade e principalmente promova uma cultura inclusiva e respeitosa às mulheres e as minorias.